Na última terça-feira, 03 de outubro, o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos sediou a oficina “Trabalho com direitos humanos e mobilização social junto a pessoas em situação de rua”, realizada pela Escola Nacional Pop Rua, instância do Colaboratório Nacional de População em Situação de Rua – FIOCRUZ Brasília, e pela Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama e Movimento Nacional da População em Situação de Rua. 

Estavam presentes profissionais de diversas áreas, incluindo  incluindo profissionais da saúde, assistência social, psicologia e educadores. Entre as entidades, estavam também  representantes do SP Invisível, Rede RUA, Pimp My Carroça, entre outros, além da equipe do Programa Reviravolta da População em Situação de Rua (Centro Gaspar Garcia) e estudantes que colaboram com a Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama (USP).

Na oficina, foram compartilhadas abordagens e técnicas adotadas para melhor acessar pessoas em situação de rua, visando proporcionar-lhes ferramentas que os fortaleça no enfrentamento de  demandas e ampliar seu convívio social.

Luiz Kohara, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e Fórum Nacional da População em Situação de Rua, enfatizou a importância do encontro e destacou a situação de rua como uma questão que deve ser olhada de forma integral. “A realidade da população em situação de rua tem dimensão coletiva e estrutural, não é só uma terminologia, mas sim um grave problema social que exige esforços conjuntos para sua resolução. Nesse contexto, momentos de partilha como este são um espaço fundamental para debater e buscar soluções efetivas”, ressaltou.

Visita à sede do Reviravolta

No dia anterior, a equipe do Colaboratório Nacional da Pop Rua também conheceu a sede do Programa Reviravolta em População em Situação de Rua, do Centro Gaspar Garcia, a proposta foi apresentar as práticas metodológicas das oficinas realizadas para as pessoas participantes do programa como uma possibilidade de troca de experiências que pode favorecer as formações desenvolvidas com a população por este grupo.

À tarde o Colaboratório fez uma oficina com pessoas em situação de rua no espaço Estação Cidadania, na atividade levantaram o que identificam como práticas que consideravam positivas ou não nos locais em que são atendidos. Participantes do Programa Reviravolta estiveram na ação e concordam que as informações  podem qualificar as ofertas e serviços para a população.

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